Tropicaos

by Molodoys

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Tropicaos

Mistura quântica. Do ácido-terroso.
Resultado volátil da fusão instável entre a improbabilidade do caos e a liberdade musical, exposto à mais alta temperatura da brasa dos trópicos distópicos. Tropi-caos. Sobre os males e mares do mundo moderno, sobre a vida e o universo, sobre a morte e a consciência, sobre este solo.

credits

released September 1, 2016

Produzido por Molodoys
Co-produção e mixagem por Gustavo Coutinho | Abra Sounds
Masterizado por Humberto ‘RMNY‘ Fernandes
Arte da capa por Camilla Merlot.

Gravação:
- Family Mob Studios – Converse Rubber Tracks - [faixas 4, 7, 9 e 12]
- Gerência [faixas: 1, 2, 5 (bateria), 8 (bateria) e 11]
- Abra Sounds [faixas 3, 6 e 8]
- Zastras Áudio [faixa 10].

Participações Espaciais:
- Eduardo Kolody (Orquestra Abstrata): Faixa 1 - Guitarra II
- Marcel Willow (Nuvem Leopardo): Faixa 5 - Guitarras e Modulações
- RMNY (Magnolia & RMNY, Modulamini): Faixa 6 - Funk beat
- Edgar Pererê (Edgar e Mataviva; Arara Saudita): Faixa 8 - Voz
- Tomás Oliveira (Mustache & Os Apaches; Sexy Grove; Blackalbino): Faixa 8 - Taças de cristal.

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Molodoys São Paulo, Brazil

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Track Name: Hora do Chá
Quatro cubos com sabor de sonho
São jogados em uma porcelana
Respingando sons que se dissolvem
E os vigias do alckmista somem...

Quantas repetições fazem uma verdade?
Vão ser quantas o seu dia for necessitar...
Pois neste jardim de flores, odores e angústias é onde ocorre a
Festa do urubú-rei!
Hey! Hey! Urubu-rei!

Por favor queira me passar o açúcar
Sem contra-indicações de quem corre pra Lua...

Comporte-se bem à mesa pra que ninguém veja
Que o caos e a lama geram chá de jasmim
Pois quando você for embora, Sra. Caipora,
Ninguém vai querer limpar isso aqui...

Quantas repetições fazem uma verdade?
Vão ser quantas o seu medo for requisitar...
Mas sempre que o cuco cantar
Você pode e deve acrescentar
Quatro cubos de açúcar no chapéu de chá!
Seu chapéu de chá!
Track Name: Balada Para Os Peixes Abissais
Ouvi dizer que pra se viver tem que haver a luz do Sol
Mas também há vida nesse abismo
Tão genuína quanto la em cima e talvez mais
Lugar onde a luz não vem
Mas é criada neste além
E para muitos daqui ela simplesmente não convém

Calor, pra quem?
Amor, pra que?
Eu posso sentir, eu nem preciso ver
Pressão demais me faz viver
Viver em paz.
Sem ninguém pra me abater

Ouvi falar que eles vão chegar iluminando o nosso naufrágio
Pra então nos enlatar
E enfim nos exaltar
Por este nosso corpo adaptável

É a mente sã que está por vir
Envolta em lã e pele de faquir
Aruanã tentou fugir
Adoniran calou-se ao descobrir...

Ó mar salgado pelas lágrimas de linguado
Calou-se com o abafado tiro de arpão
Eu não quero luz, não
Só a escuridão manterá os meus pés no chão

Lá se vai o entra-e-sai marchando para o fim do cais
E tudo que eu deixei pra trás
Foi porque eu ouvi...

A voz do mar é como um grito
Bate seco ao pé do ouvido:
"A vida é imensa, entendam isso!
Mas se vai sem dar nenhum aviso..."

Ó mar salgado pelas lágrimas de linguado
Calou-se com o abafado tiro de arpão
Eu não quero luz, não
Só a escuridão manterá os meus pés no chão

Então deixa ela vir...
Track Name: Boitatá
Boitata (112x)

Lá se vai a Boitatá
Ela só quer achar
Sua amada que há muito se foi
Ela procura e chama à beça
Por sua linda floresta
Mas está sumiu em meio ao aço em nome da pedra
A Boitatá vai procurando sem achar

Por isso há chama em seu olhar
Por isso há chama em seu olhar
Por isso ela chama em seu olhar
Por isso ela chama em seu olhar
Por isso a chama em seu olhar
Por isso a chama em seu olhar
Por isso há chamas em seu olhar
Por isso há chamas em seu olhar
Por isso ela chama até sua chama se apagar

(Boitatá 3x)
Track Name: Ácido
Sob essa noite calada, vem na contra-mão
Sob essa viga que esmaga seu peito no chão
Torna-se ácido e seco o vento que sopra
Ácido suor de quem vai dormir sem colchão

Ácido é aquele que cala mas não quer falar
Ácida é a água que alaga e volta a faltar
Ácido é o sangue que vaza do telejornal
Ácida essa eutanásia que a vida nos da...

E sem perceber... Tudo vai... Virar
Ácido é o solo que é casa e não quer abrigar
O olho cegado por ácido pode enxergar
Sangue que vai e que vem, que vem e que jorra
Ácido é o perigo de contrariar

Ácida é a mente que segue vazia a vagar
À cidade que não quer saber de cantar
E quem sabe até um dia eles percebam o que se passa da ponte pra cá...
Pois sem perceber... Tudo vai... Virar

Ácido é o olho no olho que vai sendo mais violento que um soco na boca.
E quem somos nós pra tentar questionar essa vã consciência que tentam nos empurrar
E sem perceber... Tudo vai... Virar
Ácido.
Track Name: Dois Mil e Dez
"Esta mensagem...
Vem de longe...
De terras que já não podem mais ser vistas
Se você está ouvindo é porque há muito eu já não sou quem eu era
E nada mais é como um dia já foi...
Por aqui.

Envio esta mensagem em meu último suspiro
Em minha casa há suprimentos,
Mas o ar, já não respiro
Envio esta mensagem como forma de aviso
Pois meu mundo está deserto...
Mas um dia já foi vivo

O horizonte vai
Muito além do que se vê
Entre os ares que enlouquecem
Vejo sonhos arruinados

Nosso mar e toda vida aqui, tudo o que restou...
Pôs-se a se engolir!
A ganância fez...
Meu mundo acabar!
Meu povo sumir!
Fez tudo ruir!

Além dos portais
Ouço vozes que me chamam...
Eu vou..."
Track Name: Venus Almirantii
A lasca que cai do enquadro de cada corrente
Corta seu próprio cordão
E há rachadura no casco do velho barco
Que voa através do som

Se desfaça da cabeça aos pés
Em cada bosque, em cada poste
Ou onde estiver
Ouça a voz do velho no cais
Em uma eterna busca apor sua vênus em paz:

"Içar as velas! levantar âncora!
Eu não vou me afundar
Vasculhando toda essa galáxia até Andrômeda
Vênus, vou me encontrar..."

Ali se vai
Seu casco embolorado segue os sinais
No tempo e no espaço
Sua corrente se desfaz...

Sua jornada seguia pelos mares polares de Titã...

"Eu vejo um mar no qual já naveguei
Me despedacei...
Valha-me a noite, onde vou chegar?
Eu já cheguei, agora eu sei...
Vou pular..."

E ela se vai
Sua nuvem mais densa agora se desfaz
E o velho barco em sua mente não há mais
Em outros portos ela encontrou a paz.
Track Name: Uirapuru
Ah...

Eu vou...

Eu vou já voar...

Nasci... Aqui...
Mas vou... Eu vou...
Já vou... Voar...
Pra não voltar...

Ah...
Eu vou voar
Pra não ficar aqui
Pois vi que não vou poder cantar...

Essa grade me impede de ser o...
...Uirapurú...
Tomou seu rumo e foi... Cantar

Acima de mim jaz o céu
Eu não posso ir pra lá
Como a cigarra foi
A Formiga vai me desmembrar...

[Formiga]
"Acorda meu amigo!
Me diz
Pra que essas penas tão reluzentes em você?
Você nem precisa disso!
Venha cá, venha
Eu vou lhe mostrar o que é preciso..."

Mas eu quero voar...
Track Name: Lira Dos Anos Vinte
Tempo, não temos mais de sobra
Sonho, difícil de se ter
Dentro de onde acontece a história
Vejo o "de novo" acontecer

E pra lá...
Soa o coral cegado
Por suas pedras...

Mas,
Lira sem corda,
Não deixam você vibrar
Lira sem corda só quer soar!

Cedo te levam pela porta
Sonhar com o que não vai se ver
Logo eles cortam suas cordas
E escondem pra ninguém mais saber

E pra cá...
Ecoam os sonhos presos na anti-matéria

Ah...
Lira sem corda
Não deixam você vibrar
Veja só o vento que foi e o que vem logo vai se vazar
Lira sem corda
Não deixe de não se calar
Lira sem corda só quer soar!

Ah... São os medos que nos fazem
Ver e não ter o que fazer...
Ah...São os medos que nos fazem...
Não ter o que fazer...
Track Name: Blues do Cangaço
Nasce um novo céu...
Ontem
Nasce um novo céu, lá se vai...
Alguém

Essa vida não vai muito além
Como o fruto que brota, sequei

Será que eu sou alguém?
Eu sei que eu sou alguém
Alguém, mas quem?
Não sou ninguém

Surge um novo Sol...
Em mim
Surge um novo Sol que não faz questão nenhuma de coexistir

E com a peneira fez-se a sombra que seca a sanidade em mim
E com a espingarda fez-se a chama que esgana todo esse capim

Sua canga não me prende a ninguém
Como a noite que surge, calei

Será que eu ou alguém?
Eu sei que eu sou alguém
Alguém, mas quem?
Não sou ninguém

O sangue e o Sol eu cruzei
Vaguei no trilho do trem
Alguém...
Alguém...
Eu nada fui send alguém
Eu nada fui nem serei.
Track Name: The Sigh Of A Devil And The Flesh Of An Angel (Faixa Bônus)
The night will hide the sun
Far away from our sky
And then the earth will run
Out of control to somewhere far
"Oh the day! Where's the day?!"
People scream and pray
But the only force that they'll see is the gravity of their graves
It's the gravity of their graves
It's the gravity of their graves

The sun is going to shine
Is the newest popular lie
We're all going to the edge of the time

Have you ever heard 'bout the thunder waterfal?
It was made of the sigh of a devil while he slept on the ground
And one day he's going to shout
From the top of the world the mountains will start to fall
And then it will burry us all

The sun ain't gonna shine
The blazing redemption shall never come by
Here on the road to the edge of the time

The night will hide the sun far away from our sky
And then the Earth will run out of control to somewhere far
Have you ever hear 'bout the shadows on the wall?
It was made of the flesh of an angel
When it fell on the ground
When it fell on the ground

The good times could come back one day
And in the edge of the space we could be saved
The darkness would die
The sadness would cry
And all of our children would smile again

But the night will hide the sun far away from our sky
And then the Earth will run out of control to somewhere far
Have you ever hear 'bout the shadows on the wall?
It was made of the flesh of an angel
When it fell on the ground
When it fell....
On the ground...